quinta-feira

Luís XIV para prefeito

por Letícia tralalá
''O status sou eu''

Ele ressurge das cinzas assim como a Fênix, emerge do profundo das catacumbas e abandona os ares tórridos do inferno para glorificar a cidade com sua ilustre candidatura (de que pura só o significado de cândido mesmo), e ele não vem sozinho, porque já que era para se livrar de um, ''não custava nada levar também o Sarney'', é o que afirma o próprio Belzebu! “Os subversivos que não subvertam mais, e os pobres que se calem diante de minha nobreza!” É o que afirma Luís XIV.

Questionado sobre seus grandes planos para a cidade, Luís XIV pretere. Nunca, jamais, em tempo nenhum concede entrevistas, só permite fotos de seu perfil direito ''meu melhor ângulo" e só fala por meio de seus assessores. Mas apesar de toda hostilidade ainda lhe resta um pouco de ternura, pede para adicioná-lo no orkut, e ele só adiciona com scrap, é bom lembrar!Sarney, coitado, aqui, o grande imperador ditatório é apenas uma figura apagada diante da protuberância das luxuosas perucas e calças colan, sua presença no governo de Luís XIV se resume em escrever todos os programas de governo do tal candidato. Exímio escritor, enfim, agora pode se gabar de ser útil para alguma coisa, embora sinta falta do inferno. E aqui vai uma demonstração do que o grande imperador das terras do Maranhão consegue fazer com sua grande arte, a escrita. ''Parfas ou por nefas'' é o que diz a declaração redigida por Sarney, começando com uma citação de Nietzsche que diz “A independência é o privilégio dos fortes” e com “há algo de podre no reino do ABC”, com isso sustenta a postura do mandato de Luís XIV na mais absoluta democracia, onde quem pode fala, e quem não pode escuta.

Os liberais, as putas, os artistas e os conselhos de fracos e oprimidos que se conformem, não haverá lutas de classes já que os pobres concordaram ser uma grande bobagem lutar pelo que nunca lhes pertenceu. O dinheiro é coisa material, é o que diz o Jesus.

Ressaltando, após tomada a posse, Luís pretende concentrar toda a atenção e o dinheiro da cidade em um único objetivo, a construção do palácio de "Merdalhes'', na praça do Carmo onde hoje se situa a Casa da Palavra. Alegria cidadãos! Está por vir o maior absolutismo que a cidade já viu. Para comemorar, preparem o proseco e a guilhotina, é a festa da democracia!